Presidente do CRMV-RJ, dr. Romulo Spinelli, realiza reunião com presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do CFMV, dr. Nélio Batista de Morais

residente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), dr. Nélio Batista de Morais

O presidente do CRMV-RJ, dr. Romulo Spinelli, realizou, na tarde desta quarta-feira (19), reunião com presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, dr. Nélio Batista de Morais. O encontro, que aconteceu na sede desta autarquia, teve como objetivo debater temas pertinentes à Medicina Veterinária.

De acordo com Nélio, essa aproximação entre os Conselhos é importante pelos desafios existentes, a amplitude da Medicina Veterinária com o seu grande leque de atuação em várias e distintas áreas e, sobretudo, uma questão de ordem maior mundial que é a questão da Saúde Única.

“Nós estamos ainda no processo de uma das maiores pandemias que o mundo já teve, que foi a da Covid-19, e imediatamente essa pandemia já surge um patógeno emergente que é a questão do Monkeypox, que é um outro desafio e a pesquisa é toda voltada a se identificar esses fatores de risco e buscar soluções de controle”, declarou dr. Nélio.

Ele ainda continuou: “Essa solução de controle passa fundamentalmente por um processo chamado de vigilância ativa, sobretudo vinculada a Saúde Única, que é o acompanhamento da questão ambiental do planeta; os animais com a sua cadeia alimentar, que normalmente são afetados e esse processo gera normalmente danos que podem fazer com que você possa emergir novos patógenos ou aqueles que estavam latentes em determinados ambientes; e a situação chega até o homem. Quando você trabalha a partir do ser humano doente, você está trabalhando de trás para frente. Você tem que ir nos fatores condicionantes e determinantes desse processo, e esses fatores estão no meio, estão no espaço físico de uma floresta, de uma selva e, normalmente, migram para os espaços urbanos. Essa cadeia animal tem que ser monitorada por conta, justamente, de você identificar de forma precoce para poder agir e evitar situações tal qual ocorreu com a pandemia de Covid-19 e outras que poderão vir caso realmente a gente não inverta o modelo lógico de atuação. A Saúde Única não é um fato novo”, concluiu.

Preocupado com essa situação, o CFMV realizará nos dias 8, 9 e 10, na cidade de São Paulo, o Fórum de Saúde Pública Veterinária, onde irão convergir todos os Conselhos regionais, além de pesquisadores, mestres, gestores.

“Nesse Fórum, primeiro será realizado um seminário e depois uma oficina, para dessa oficina se extrair propostas de trabalho, para que a gente possa realmente vitalizar cada vez mais a participação do médico-veterinário diante da saúde pública como um profissional extremamente necessário dentro de uma equipe multiprofissional da área da saúde”, finalizou Nélio.

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