Responsável Técnico: Não admita ingerência em sua gestão técnica

Recentemente, um profissional  médico-veterinário e responsável técnico teve seu contrato rescindido pois não concordava com as imposições do contratante do seu serviço.

O contratante (empresário) queria fazer propagandas sensacionalistas e mercantis de seu estabelecimento para angariar um maior número de clientes. O RT, de forma profissional, não concordou e sugeriu modificações nas publicidades com as orientações técnicas pertinentes. Além disso, o empresário não tinha qualquer contrato com os estagiários, fato este que o médico-veterinário alertou quanto às implicações jurídicas.

Ao não enxergar o profissional RT como um gestor técnico, o contratante decidiu encerrar o contrato de forma unilateral, sem qualquer aviso prévio.

Ao desempenhar a função de responsável técnico, o profissional médico-veterinário ou zootecnista, deve cumprir com suas obrigações junto ao estabelecimento em que desempenha suas atividades sem permitir ingerência sobre seu trabalho, devendo registrar os fatos que julgar relevante e, se necessário, comunicar as irregularidades ao CRMV-RJ e aos órgãos de controle e fiscalização (Ministério do Trabalho, Procon, Anvisa e Vigilância Sanitária).

Se o estabelecimento está promovendo algo que está em desacordo com as resoluções e portarias vigentes, informe ao Conselho o seu descontentamento, por escrito, para que possamos proceder com as medidas administrativas.

Biossegurança e equipamentos de proteção individual (EPI´s) são fundamentais em um estabelecimento médico veterinário, por exemplo. O RT deve zelar permanentemente pela empresa, promovendo segurança operacional, com  procedimentos operacionais padrão (POP) adequados e revisados permanentemente.
RT não só controla validade de produtos. Ele é responsável por tudo o que ocorre dentro do estabelecimento.

O CRMV-RJ parabeniza a atitude do profissional, já que o mesmo fora extremamente diligente e responsável para com a sociedade e para com a empresa que estava trabalhando.

Infelizmente, a postura deste profissional ainda é raridade. Muitos acabam sendo coniventes com os erros das empresas, aumentando consideravelmente o número de processos éticos e cíveis contra os RT’s.

Não somos custos, somos investimento. Não temos preço, temos valor.

Querem um conselho? Valorizem-se. Você detém a expertise técnica, para isso você é contratado. Não aceite ser subjugado em sua função. A sociedade precisa de nós.

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