Médicos-veterinários realizam ação de investigação para identificar foco de Febre Maculosa brasileira em batalhões militares

Febre Maculosa

Após a confirmação do óbito de dois policiais militares (PMs) por febre maculosa no último mês, a Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES) realizou ações de investigação de foco de Febre Maculosa brasileira no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, que fica em Campo Grande/RJ; e no Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), em Mangaratiba, na Costa Verde Fluminense.

O coordenador da Vigilância das Zoonoses da Prefeitura de Mangaratiba, José Eduardo Mayhe Ferreira, que é médico-veterinário com foco em Gestão em Saúde, explicou que os militares eram instrutores de curso de formação para promoção na carreira e realizavam o treinamento na selva, quando foram acometidos pela doença.

“A partir da confirmação da doença que é de notificação obrigatória, iniciou-se o processo de investigação dos casos para tentar determinar o local que eles foram infectados. Essa investigação é uma ação da Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, que mobilizou juntamente com a equipe do Rio de janeiro. Na semana passada, fizeram a captura dos carrapato no campo dos toneleros e, nessa semana, com o nosso apoio, fizemos aqui na ilha da Marambaia”, explicou Ferreira.

O médico-veterinário ainda explicou que fizeram parte da equipe o grupo de referência de Febre Maculosa da Coordenação Estadual de Vigilância Ambiental; o grupo da Coordenação da Vigilância das Zoonoses de Mangaratiba; uma equipe de saúde da Polícia Militar, representado pelo tenente coronel veterinário Alexandre Innocencio Caldeira de Oliveira; além de todo apoio logístico da Marinha do Brasil, que disponibilizou transporte marítimo, estadia alimentação e deslocamento marítimo até local da de treinamento.

“Após varredura dos dois locais, os carrapatos capturados vão para setor da Secretaria Estadual de Saúde para identificação dos carrapatos e depois seguem por via do Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ) para a Fiocruz, onde será feito o isolamento, isto é, verificar se tem carrapato infectado com o patógeno que causa a doença”, emendou.

Investigação

A investigação deve iniciar imediatamente após a notificação, para permitir que as medidas de controle e prevenção de novos casos possam ser adotadas em tempo oportuno. Entre os objetivos da vigilância da febre maculosa estão: detectar e tratar precocemente os casos suspeitos, visando reduzir letalidade; investigar e controlar surtos, mediante adoção de medidas de controle; conhecer a distribuição da doença, segundo lugar, tempo e pessoa; identificar e investigar os locais prováveis de infecção (LPI); e recomendar e adotar medidas de controle e prevenção.

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