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Dia Internacional da Mulher: Entrevista com a vice-presidente do CFMV

Dia Internacional da Mulher

Nesta segunda-feira, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. A data reforça e amplifica os debates relacionados à luta por igualdade de direitos, combate à violência doméstica e discussão sobre relações profissionais, que são temas importantes o ano inteiro.

Durante essa semana, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) irá publicar entrevistas com importantes nomes femininos na medicina veterinária e zootecnia, na série “Mulheres que nos representam”.

O primeiro nome da semana é o da médica-veterinária Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida (CRMV-BA nº 1130), atual vice-presidente e primeira mulher a ocupar um assento na diretoria executiva do CFMV.

  1. Como surgiu seu amor pela Medicina Veterinária?

Desde cedo acompanhava meu pai na fazenda. Sempre gostei da vida no campo. Com o seu falecimento, me senti no dever de continuar seu trabalho. Sou apaixonada por cavalos. Meu pai tinha criação de cavalos da raça mangalarga marchador e prosseguimos com a criação. Além do mais, meu noivo a época, hoje meu marido há 38 anos, também gostava e gosta de cavalos e da vida rural e me incentivou muito a seguir a Medicina Veterinária. Me graduei em 1985 e amo a minha profissão.

  1. Como você consegue conciliar sua atividade profissional, ao fato de ser mãe, esposa e mesmo assim exercer a medicina Veterinária com excelência?

Não foi fácil conciliar vida profissional com vida familiar. Fiz o caminho inverso que muitas pessoas fazem. Casei muito cedo, aos 21 anos de idade, ainda no segundo ano de faculdade. Tive minha primeira filha ainda estava no curso. Tanto que precisei atrasar por um semestre o término da faculdade por causa do nascimento da Luciana. Achei que a chegada da filha pudesse interferir na minha carreira, mas não foi isto que aconteceu. Dois anos após a graduação, ingressei na carreira docente, onde estou há 34 anos lecionando Anatomia Veterinária na mesma Universidade onde me formei. Cheguei ao topo da carreira docente, sou hoje professora titular com muito orgulho. A cada dia amo mais o que faço. Parece que cada semestre letivo as energias se renovam. Já estou com tempo para aposentar e vou ficando.

Realmente tiveram momentos na minha carreira profissional que me deixaram bastante aflita. O primeiro deles foi quando decidi fazer pós-graduação em São Paulo na Universidade de São Paulo (USP) e deixei meus dois filhos menores e meu marido em Salvador por 4 anos e 9 meses. Não foi fácil, mas superei. Sou mestre, doutora e continuo casada há 38 anos. Em 2019, ganhei uma netinha linda, a Laura. Mas para que isso tudo acontecesse foi fundamental o apoio da minha família, minha mãe, sogra, marido e filhos, que souberam entender que este momento era importante para meu crescimento profissional. A eles, a minha eterna gratidão e meu sublime amor!

O segredo , mulheres , é o diálogo. Podemos perfeitamente exercer a nossa profissão com dedicação e desempenhar as nossas funções de esposa, mãe e agora ainda tenho a de avó, com respeito a individualidade de cada um e compartilhando os momentos em família. Foi assim que fiz em toda minha vida. A família nunca foi obstáculo para minhas iniciativas profissionais e conquistas pois sempre conversava com eles que me apoiavam. Assim ingressei na política de classe, presidindo a Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia, fui Secretaria geral do CRMV-BA, e presidi este Regional por dois mandatos como primeira mulher e agora abracei um desafio ainda maior sendo eleita vice-presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, como primeira mulher a ocupar um cargo na diretoria executiva desta Autarquia Federal após 52 anos de sua criação Em todas estas ocasiões, a família esteve ao meu lado, me dando apoio total. Bem porque, sou muita família e para mim ela está sempre em primeiro lugar. Sou canceriana, do tipo mãezona e com a família ao meu lado vou longe.

  1. Alguma vez você sentiu na pele indícios de preconceito pelo fato de ser mulher?

Graças a Deus, até o presente momento nunca senti nenhum preconceito por ser mulher. Sempre tive meu trabalho respeitado e valorizado. O importante é a sua postura, competência e proatividade. Trabalhei em ambientes onde a predominância era masculina e sempre fui tratada com muita cordialidade e consideração. Quando assumi a presidência do Conselho pela primeira vez, dos 27 Regionais, só duas eram presidentes mulheres e bem no inicio, só tinha eu. Nunca senti diferença. Aliás, tenho grandes amigos homens cuja amizade surgiram desta época, a exemplo dos amigos Eduardinho, ex-presidente do CRMVRJ e do atual presidente, Rômulo Spinelli, por quem nutro profunda admiração.

  1. Quais as recomendações que você daria para que novas mulheres consigam obter o mesmo grau de excelência?

Para as mulheres que estão começando na carreira profissional, primeiramente eu digo que nunca desistam dos seus sonhos. Tenham vontade de acontecer. Luís Pasteur já dizia: “A diferença entre o possível e o impossível é a vontade humana”. Busquem sempre a atualização continuada. Tenham atitude em suas ações. Conhecimento é fundamental, habilidade necessária e entusiasmo em tudo que façam. O segredo está em ter fé em nossas capacidades, manter o olhar holístico próprio do feminino com uma pitada de amor e manter confiança em experimentar as nossas possibilidades. Faço coro com Airton Senna: “Se você quer ser bem sucedido, precisa de dedicação total buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo”. Avante, mulheres. Só depende de nós.

  1. O que acha de, atualmente, as mulheres estarem ocupando cada vez mais posições altas no mercado de trabalho?

Hoje já somos maioria, 54% dos profissionais médicos-veterinários ativos, totalizando 80,9 mil médicas veterinárias atuantes. Estamos ocupando espaços historicamente masculinos nas diversas áreas de atuação da Medicina Veterinária! Para mim, quem determina a reserva de mercado não é lei, não é gênero, é a competência. E nós, mulheres, sabemos muito bem disso e perseguimos isso. Estamos sempre na busca de conhecimentos, nos atualizando e especializando. Somos o gênero da persistência, da determinação. Não desistimos facilmente! Empreendemos. Enfrentamos tripla jornada com a mesma disposição. Este é o nosso diferencial. Parabéns a todas as mulheres que com sua garra e disposição contribuem para a construção de um mundo melhor. Um beijo com muito afeto com a certeza de que não tem mais volta, o mundo é das mulheres.

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