México suspende importação de frango do Brasil após foco da doença de Newcastle em SC

Confirmação do vírus em granja comercial levou à adoção de medidas sanitárias; médicos-veterinários são fundamentais para a vigilância, o diagnóstico e o controle da enfermidade

O México suspendeu a importação de carne de frango e de outros produtos de origem avícola do Brasil após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento avícola em Santa Catarina. O caso foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em outubro de 2026 e levou o governo federal a declarar emergência zoossanitária na região.

A restrição mexicana abrange produtos avícolas brasileiros e tem como objetivo proteger a produção do país importador. O episódio reforça a importância da vigilância sanitária e das ações de prevenção e controle de doenças que podem comprometer a saúde dos plantéis e o comércio internacional de produtos de origem animal.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Causada por um vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), pode provocar alterações respiratórias e nervosas, queda na produção de ovos e elevada mortalidade, dependendo da virulência da cepa e das condições dos animais.

A atuação dos médicos-veterinários é indispensável para prevenir, identificar e conter a disseminação da doença. Esses profissionais participam da vigilância epidemiológica, da avaliação clínica dos animais, da investigação de suspeitas, da coleta de amostras e do diagnóstico, além de orientar a implementação de medidas sanitárias nos estabelecimentos avícolas.

Na produção, os médicos-veterinários também são fundamentais para a adoção de protocolos de biossegurança, o monitoramento dos plantéis e a identificação de alterações que possam indicar a presença de enfermidades. A comunicação rápida de suspeitas ao serviço veterinário oficial e o cumprimento das medidas sanitárias determinadas pelas autoridades são decisivos para reduzir o risco de propagação do vírus.

A confirmação laboratorial da doença é essencial para orientar as ações de controle. Diante de uma suspeita, o serviço veterinário oficial deve ser acionado para investigar a ocorrência e determinar as providências necessárias. A movimentação de aves, pessoas, equipamentos e materiais também precisa seguir os protocolos sanitários aplicáveis, evitando a disseminação do agente infeccioso para outros estabelecimentos.

Apesar das restrições comerciais, o Mapa informou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro. A confirmação de um foco em um estabelecimento não significa que todos os produtos avícolas brasileiros estejam contaminados.

O CRMV-RJ ressalta a importância dos médicos-veterinários para a saúde animal, a segurança dos alimentos e a defesa sanitária. A atuação desses profissionais, em conjunto com produtores, laboratórios e órgãos oficiais, é essencial para a identificação precoce de enfermidades, a contenção de surtos e a redução dos impactos sanitários e econômicos sobre a produção agropecuária.

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