Com a chegada da Páscoa, ovos de chocolate e bombons se tornam presença garantida em muitas casas. Para os humanos, a guloseima é símbolo da data, mas para cães e gatos, o chocolate pode representar um risco sério à vida. O responsável pelo perigo é a teobromina, substância presente no cacau que o organismo dos animais não consegue metabolizar.
“Mesmo pequenas quantidades de chocolate podem ser tóxicas, principalmente para cães de porte pequeno. A ingestão pode provocar desde vômitos e diarreia até taquicardia, tremores, convulsões e até morte”, alerta a médica-veterinária Raísa Godoi, presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do CRMV-RJ.
O nível de toxicidade depende da porcentagem do cacau. Chocolates amargos e meio amargos têm maior concentração de teobromina e, portanto, oferecem risco maior.
Os sinais de alerta incluem vômitos, diarreia, agitação, batimentos cardíacos acelerados, tremores e convulsões. Diante de qualquer suspeita de ingestão, é fundamental procurar imediatamente um médico-veterinário.
“Não é recomendável induzir o vômito em casa sem orientação profissional, pois isso pode agravar o quadro clínico. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação completa”, reforça Dra. Raísa Godoi.
Para que a Páscoa seja segura, a prevenção é a melhor medida. O chocolate deve ser mantido fora do alcance dos animais, e familiares e amigos devem ser orientados a não oferecer a guloseima aos pets. Existem alternativas seguras para incluir cães e gatos nas celebrações, como doces específicos para animais, garantindo que a data seja doce, mas sem colocar em risco a vida dos animais de companhia.
