Casos de raiva em morcegos no Rio crescem cerca de 37% em 2025

Somente em 2025, o município do Rio de Janeiro já registrou 26 casos de raiva em morcegos, número que representa um aumento de cerca de 37% em relação a todo o ano anterior, quando foram contabilizados 19 registros. Os diagnósticos foram realizados pelo Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman.

A raiva é uma zoonose grave, fatal e sem cura após o início dos sintomas, transmitida principalmente por mordidas, arranhões ou pelo contato da saliva de animais infectados com feridas ou mucosas. Diante desse cenário, o médico-veterinário exerce papel essencial no combate à doença, atuando na vigilância epidemiológica, no diagnóstico, no controle sanitário e na orientação da população, com impacto direto na proteção da saúde pública.

Segundo a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, morcegos encontrados caídos, feridos ou voando durante o dia podem apresentar comportamento compatível com a doença. A orientação é não tocar no animal e acionar imediatamente a Central 1746, aguardando a chegada de equipe especializada. Mesmo morcegos mortos não devem ser manipulados diretamente, uma vez que o vírus pode permanecer presente em secreções e representar risco de transmissão.

O alerta se estende aos animais domésticos. Não se deve permitir contato entre morcegos e cães ou gatos. Qualquer mordida, arranhão ou contato suspeito deve ser tratado como situação grave, exigindo comunicação imediata aos órgãos competentes e avaliação técnica para adoção das medidas sanitárias adequadas.

O CRMV-RJ reforça ainda a importância da profilaxia antirrábica pré-exposição para médicos-veterinários, zootecnistas e estudantes, especialmente aqueles que atuam em atividades com maior risco de exposição ao vírus da raiva, como atendimento clínico, fiscalização, resgate de animais silvestres, controle de zoonoses, laboratórios e ações de vigilância sanitária. A medida é fundamental para a proteção individual desses profissionais e para uma resposta mais segura e eficaz em situações de possível exposição.

O Conselho destaca que a prevenção é a principal estratégia no enfrentamento da raiva. Informação qualificada, atuação técnica dos médicos-veterinários e a colaboração da população são essenciais para reduzir riscos, proteger vidas e conter a circulação do vírus no estado do Rio de Janeiro.

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